Por Ernest Cline
     
      Há bilhões de galáxias no Universo observável. E cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas. Em uma dessas galáxias, orbitando em torno de uma dessas estrelas, há um pequeno planeta azul. E este planeta é governado por um bando de macacos. Mas esses macacos não pensam em si mesmos como macacos. Eles nem pensam em si mesmos como animais! De fato, eles adoram listar todas as coisas que eles poder seperá-los dos animais: polegares opostos; auto-consciência; eles usam palavras como “Homo Erectus” e “Australoptecus”; você diz “to-ma-te”, eu digo “to-ma-ti”.
     
      Eles são animais, certo? Eles são macacos! Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade! Mas, assim mesmo, não passam de macacos! Quer dizer, eles são espertos, temos que admitir isto! As pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China: isto tudo é muito impressionante… para um bando de macacos!
     
      Macacos cujos cérebros evoluíram para um tamanho tão ingovernável que, agora, é bastante difícil que eles permaneçam felizes por algum tempo. Aliás, na verdade, eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes; enquanto, todos os outros animais contentam-se em “ser” simplesmente.
     
      Mas nada é tão simples para esses macacos, pois eles são atormentados com algo denominado “consciência”. E, dessa forma, os macacos têm medo; os macacos se preocupam; os macacos se preocupam com tudo, mas, acima de tudo, com o que os outros macacos pensam. Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar (se enquadrar, serem aceitos) pelos demais macacos. O que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos odeiam-se uns aos outros!
     
      E é isto que realmente os diferencia dos outros animais: estes macacos odeiam. Eles odeiam: macacos que são diferentes; macacos de lugares diferentes; macacos de cores diferentes… sabe? Esses macacos sentem-se realmente sozinhos: todos e cada um dos seis bilhões deles! Alguns dos macacos pegam outros macacos para ouvir seus problemas.
     
      Os macacos querem respostas! Os macacos sabem que irão morrer, então os macacos criam deuses - e os adoram! Então os macacos começam a discutir - entre si - quem fez o melhor deus. E, com isto, os macacos ficam irritados, e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar uns aos outros. Então os macacos proclamam a guerra! Os macacos produzem bombas de hidrogênio; e, assim, os macacos colocam o planeta inteiro para preparado para explodir.
     
      Os macacos não sabem o que fazer… alguns macacos tocam música para uma multidão vendida de outros macacos; os macacos produzem troféus e então eles os dão para si mesmos - como se isto significasse alguma coisa.
     
      Alguns dos macacos acham que sabem de tudo… alguns dos macacos lêem Nietzsche; os macacos discutem Nietzsche - sem levar em consideração o fato de que Nietzsche era apenas outro macaco!
     
      Os macacos fazem planos; os macacos se apaixonam; os macacos fazem sexo - e, então, geram mais macacos! Os macacos fazem música e, então, os macacos dançam: dancem, macacos, dancem! Os macacos fazem muito barulho…
     
      Os macacos têm tanto potencial, se eles pelo menos se dedicassem! Os macacos raspam o pêlo de seus corpos numa ostensiva negação de sua natureza de macaco. Os macacos constróem colméia gigantescas de macacos que eles chamam de “cidades”.
     
      Os macacos desenham um monte de linhas imaginárias na Terra. Os macacos estão ficando sem petróleo - que alimenta a sua precária civilização. Os macacos estão poluindo e saqueando o seu próprio planeta, como se não houvesse amanhã.
     
      Os macacos gostam de fingir que está tudo bem! Alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu benefício. Como vocês podem constatar, esses macacos são realmente atrapalhados! Esses macacos conseguem ser, ao mesmo tempo, as mais feias e as mais belas criaturas do planeta.
     
      E os macacos não querem ser macacos: eles querem ser qualquer outra coisa!

MAS NÃO SÃO!

 

 Dance.

 

Sonhado: Sonhos Rivotril

Data do sonho: Indefinido

 

Olhou em volta e a casa era muito escura. Teto baixo, dando impressão de ser um barraco. As tábuas que formavam a casa, estavam bem arrumadas não deixando entrar luz. A casa estava cheia de móveis velhos, pobremente rústicos, em uma bagunça onde algumas cadeiras se amontoavam sobre poltronas antigas, feias e rasgadas. Havia luz sob a porta indicando que lá fora era dia e fazia um sol opaco pela terra e abafado onde era quase possível sentir o calor misturado com poeira. Caminhou devagar para a porta e percebeu que estava vestido de bermuda um pouco acima dos joelhos, um tênis com meias baixas e velhas e camisa listrada. Ao abrir a porta viu quase logo à sua frente várias casas lado a lado, de madeira como se fossem barracos. Uma rua miserável atravessava a visão onde várias pessoas tristes circulavam por ela. Olhou primeiro para o lado direito de onde estava e viu a rua se estender por algumas centenas de metros acabando em um barraco azul. Existiam postes de madeiras onde fios se embaralhavam entre eles e algumas pipas. O lado esquerdo acabava em um grande buraco sem mato. Somente terra.

Mas quando ele olhou para a frente viu algo atrás das casas que nunca havia visto antes na vida real, mas achou tão natural que não se espantou de imediato, mas hoje a visão estava um pouco diferente. Duas grandes esferas, enormes esferas, como se fossem luas, brilhavam como bolas de bilhar. Reparou bem no seu lado inferior direito que estava com um reflexo como se uma luz estivesse acessa logo abaixo. Uma era maior que a outra, estando a maior de cor avermelhada logo a frente da bola um pouco menor de cor verde claro. O dia estava quente, mas era somente o começo do dia. Tinha a impressão de ser umas 06:00h da manhã. Acordou, quase cai da cama e pensou em ligar a televisão.

 

 

Sonhado por: Sonhos Rivotril.

Data do sonho: Indefinido.

 

Estava dentro de uma pirâmide ou templo egípcio com um teto muito alto sustentado por grossas colunas redondas e meio abauladas com desenhos por todas as partes. Às suas costas, ele sabia que existia a entrada. O sol entrava por ela, mas não fazia sombra. Estátuas de faraós estavam encostadas na parede de forma organizada e um ao lado do outro os ombros se enfileiravam. Os rostos retratados dos faraós demonstravam serenidade, mas os olhos fixos pareciam observar alguém que estava logo à sua frente. As colunas eram enormes e ele se sentiu muito pequeno e desprotegido. Estava vestido apenas de cueca e isso que deve ter feito ele se sentir tão vulnerável. As colunas pareciam brilhar e faziam um círculo com uma escultura de mulher no meio dele. A escultura não era de uma mulher normal. Tinha as pernas, os seios e a barriga bem gordos. Era atarracada e as mãos encostavam nas pernas como se fosse um soldado. A cabeça era uma bola com pequenos buracos em todos os lados formando vários círculos, como uma grande bola de golfe com furos organizados. Como estava tudo brilhante, não existiam sombras, porque a própria luz das coisas não permitia sombras sobre elas. Tudo era de um marrom de poeira, mas nada parecia sujo.

 

Apesar de se sentir pequeno, não estava com medo e resolveu pegar a estátua. Caminhou até ela e à medida que ia caminhando ia se sentindo mais confiante, mais forte. Tocou a estátua, a cabeça rolou, caiu no chão e de dentro da estátua vários escorpiões pretos saíram ameaçadores. Ao olhar em volta, percebeu que o local estava coberto de insetos. A luminescência tinha acabado e tudo eram sombras. Acordou ofegante e com medo que existissem escorpiões na cama. Não demorou para dormir novamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BBC passou longe…

Agora que eu tenho tempo para ler, ver televisão etc =), vi que ontem foi o aniversário de 40 anos de morte de Martin Luther King (aniversário de morte é brabo…). Por uma coincidência, foi no dia que este blog nasceu, sendo estreado com o discurso profundo e altamente contestador deste homem que lutou pela paz e sonhou com a igualdade entre os povos.

Bom, tive a primeira colaboração da eterna Mulher do Vestido de Renda que me deu uns toques sobre o blog. Valeu !!!

Bom, acabei de criar o blog. mas, para que ele vai servir? Eu tenho sonhos e pesadelos que são no mínimo muito doidos. Sei que existe uma porrada de gente que tem sonhos malucos também. Ultimamente, uma das minhas maiores diversões é conversar e tentar entender o que levou o cérebro a gerar toda essa maluquice. Geralmente eu não entendo nada…

Recortes de revista, imagens borradas na TV, viagens diversas, calmantes, seja lá o que for ficam gravados na cabeça e levam a sonhar coisas bem doidas e isto que quero postar. 

Os sonhos descritos não serão somente meus, mas de amigos e pessoas que encontro. Se você quiser enviar algum, fique à vontade, mas peço que seja verdadeiro. Tá certo, de vez em quando vai sair um texto diferente, um poeminha, uma citação porque nem só de sonhos vive o homem.

Na realidade, nem sei se alguém vai ler tudo isso, mas fica como meu arquivo de sonhos.

Para começar, vou postar um sonho de um grande cara. “Eu Tenho Um Sonho” (título original em inglês: “I Have a Dream”) é o nome popular dado ao histórico discurso público feito pelo ativista político estadunidense Dr. Martin Luther King, Jr., no qual falava da necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro. 

                                                                                                         Fonte: Wikipédia

 EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

“Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com “fundos insuficientes”.

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, “Quando vocês estarão satisfeitos?”

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

“Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!”

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

“Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.”  

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